Muitas vezes me pergunto como pode a educação ter dado um salto tão grande dentro do processo de Inclusão e alguns professores ainda não conseguirem aceitar ou ter medo de tal situação.
Que venham as leis, mas se não tocarem os corações dos educadores de nada elas adiantam.
Precisamos de gestores, professores, em fim, todos pela educação inclusiva.
Não basta querer, é preciso estudar as necessidades de cada educando, investir na acessibilidade, capacitar os professores, sensibilizar a equipe, prover recursos pedagógicos, transformar o Projeto Político Pedagógico em algo real, que seja pesquisado, ou seja, um documento que não fique nas gavetas, mas na cabeceira de cada educador que se envolve com a educação que é promovida dentro do espaço escolar.
Trazer a família para a escola, envolver a comunidade também é fundamental, onde todos participam de forma democrática, que se descubram juntos o que é melhor cada educando.
Conheço escolas que já iniciaram este processo de inclusão, cada um a sua maneira, envolvendo a todos devagarinho, com cuidado de não fazer por fazer, mas coincientemente.
Salas de Recurso sendo implementadas, onde os alunos de possam desenvolver seus potenciais com um cuidado diferenciado, individual.
Turmas que abraçam seus alunos, com carinho e respeito às diferenças.
Diferenças que todos temos, que precisamos olhar e ver, não o que temos por fora, mas o que temos de melhor por dentro, que só é mostrado muitas vezes com um brilho de olhar.
Conheço algumas escolas, são com elas que construo a esperança desta educação transformadora, que começa devagarinho, não por conta da lei, mas porque são tocadas pelo coração.